Jane Fonda, inspiração que não acaba mais

No início dos anos 70, Jane Fonda trabalhou em um filme chamado Klute (no Brasil, Klute, o Passado Condena), que era legal, mas isso não vem ao caso.

O que eu nunca vou esquecer é do estilão dela nesse filme. Especialmente o do cabelo. Era uma coisa meio índia americana, com um toque de descuido à francesa, como uma parisiense saindo de casa de manhã sem pentear a franja.

Jane Fonda fazia o papel de uma garota de programa, no filme. Mas isso também não vem ao caso. A grande personagem era ela. E a partir daquele dia, eu visceralmente precisava ter aquele corte de cabelo.

Gosto de pensar que Jane Fonda percebeu cedo que sempre chamaria mais atenção para si mesma do que para seus personagens. E a partir daí, resolveu apostar tudo no filme da própria vida, como diretora, produtora e protagonista.

Logo ela faria o papel de introduzir a corrida como o exercício preferido da minha vida. Com uma simples dica: começar aos poucos, intercalando trote e caminhada. Pra não ter que abandonar o esporte em função de uma lesão no joelho, por exemplo. Nessa época ela apareceu menos na telona e mais na telinha, com seus famosos vídeos ensinando a malhar.

E depois de um longo período um pouco fora do meu foco de interesses, eis que ela ressurge flamejante em Grace, no seriado original da Netflix, Grace and Frankye, esbanjando bom humor e uma beleza inacreditável para os seus 78 anos

Jane Fonda não faz feio como atriz. Mas desconfio que interpretar nunca foi seu grande barato. Esse está muito mais em viver bem, em fazer da vida o grande espetáculo. Isso se confirma plenamente em seu livro “Jane Fonda, o Melhor Momento”.

Mais uma vez a atriz estudou mais que toda a turma e ainda sobrou disposição pra chegar distribuindo cola no dia da prova. O livro propõe um jeito diferente de encarar e entender esse que é o terceiro ato das nossas vidas. Menos pelo ângulo da simples decadência física e mais pelo da possibilidade de evolução e ascensão contínua. E isso sim, vem totalmente ao caso. Já reparou a revolução da longevidade que estamos todos protagonizando? 

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